Como os hábitos alimentares influenciam na economia?

A indústria da alimentação é extremamente importante para a nossa economia. Para se ter uma ideia, entre 2010 e 2016 esse setor cresceu mais de 85% e obteve um faturamento de 614 bilhões de dólares, com um crescimento médio anual de 12%.

Por isso, é muito nítido que os hábitos alimentares acabam também por influenciar o quanto essa economia produz – com nichos específicos que não param de surgir a cada ano, e que ajudam a movimentar toda uma cadeia de produtores e de vendedores.

Quer entender mais sobre essa relação? Continue a leitura!

Quais são os principais hábitos alimentares brasileiros?

Uma pesquisa feita pela Proteste em 2015 mostrou que os hábitos alimentares dos brasileiros estão mudando, com um aumento no consumo de legumes em detrimento das carnes vermelhas e também com mais pessoas dispostas a pagarem um valor mais alto para levarem para casa orgânicos e produtos sustentáveis.

Os resultados demonstram que os brasileiros estão mais preocupados com sua alimentação e também com pontos como: uso excessivo de agrotóxicos e de hormônios na carne e ainda de como a alimentação pode impactar a sociedade.

A pesquisa revelou dados importantes como:

  • 94% das pessoas entrevistadas disseram estar dispostas a consumirem mais produtos orgânicos, caso houvesse uma oferta igualmente superior;
  • 40% dos entrevistados ainda relataram que poderiam pagar até 5% a mais nos alimentos orgânicos, desde que eles garantissem o bem-estar animal;
  • as mulheres costumam consumir mais produtos saudáveis e, como ainda são as principais responsáveis pela compra da casa, acabam “guiando” os demais membros da família nesse sentido;
  • 51% dos entrevistados disseram ter reduzido a compra de sobremesas e de doces e 32% disseram ter reduzido o consumo de itens como refrigerantes;
  • em compensação 38% dos entrevistados compraram mais frituras, enquanto 33% optaram por mais peixe e 32% por mais verduras e legumes.

Outra pesquisa feita pelo IBGE também trouxe dados relevantes quanto ao padrão de consumo de alimentos dos brasileiros. Segundo ela, em 2017, 34% dos brasileiros optavam por se alimentar fora do lar, em restaurantes, padarias, vendedores ambulantes, lanchonetes e outros estabelecimentos.

O estudo ainda mostrou que os brasileiros entre 18 e 49 anos são os que mais gastam com alimentação fora do lar (56%).

Como essas mudanças nos hábitos alimentares têm impactado a economia?

Ambas as pesquisas são muito importantes porque demonstram que os hábitos alimentares dos brasileiros estão mudando – e consequentemente a indústria alimentícia precisa acompanhar essa evolução.

Um levantamento da empresa Mintel, por exemplo, constatou que, em 2015, 30% dos brasileiros desejavam ver mais opções de produtos saudáveis nas gôndolas do supermercado – indicando uma necessidade clara da indústria alimentícia modificar o que andava ofertando aos consumidores.

Diante dessas alterações no padrão do consumo do brasileiro, o mercado de alimentação saudável já é apontado como um dos que mais devem crescer no nosso país, com uma média de 4,4% ao ano.

Os dados do Sebrae mostram que, entre 2009 e 2014, o setor teve um crescimento surpreendente de 98% e já movimenta 35 bilhões de dólares por ano, fazendo com que o nosso país se torne o 4º consumidor mundial desses itens.

Quem pensa em investir nesse setor, deve ficar atento a essas movimentações, em especial ao crescimento da área gluten free e de opções vegetarianas e veganas.

Mas, é claro, deve-se compreender quem forma esse público e as exigências de cada um, evitando colocar em risco a saúde das pessoas. Os alimentos sem glúten, por exemplo, são muito consumidos por pessoas celíacas ou com intolerância ao glúten e por isso devem seguir normas específicas para evitar a contaminação cruzada, que pode expor essas pessoas a riscos de saúde.

Quem trabalha com a alimentação fora de casa também pode aproveitar essa mudança nos padrões alimentares dos brasileiros, pensando em cardápios mais saudáveis, com opções orgânicas e incluindo os consumidores com restrições alimentares.

E, então, depois de ler este conteúdo, ficou mais claro como os hábitos alimentares podem influenciar na economia? Se você ainda tem alguma dúvida sobre o assunto é só deixar um comentário pra gente!

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